O Funk Americano e o Funk Brasileiro

 


O Funk Americano e o Funk Brasileiro


O Funk Americano dos Anos 80

Sintetizadores, Ritmo e Estilo


O funk dos anos 70, com ícones como James Brown e Parliament-Funkadelic, era dominado por guitarras e instrumentos de sopro. Nos anos 80, no entanto, a música eletrônica começou a se popularizar, e o funk não ficou de fora. A década de 80 viu o gênero se transformar com a ascensão dos sintetizadores, das baterias eletrônicas e das drum machines (principalmente a lendária Roland TR-808).


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O que definia o funk americano dos anos 80 era a sua sonoridade futurista. As linhas de baixo, antes tocadas por baixistas virtuosos, agora eram frequentemente criadas por sintetizadores, com sons graves e pulsantes que davam um caráter quase robótico às faixas. As baterias eletrônicas criavam ritmos percussivos e secos, que se tornaram a espinha dorsal de muitas canções.


Artistas como Prince e Rick James foram mestres em fundir o funk com o pop e o R&B, criando sucessos que dominavam as paradas de sucesso. O funk dos anos 80 não era apenas sobre a música; era sobre o estilo. O visual extravagante, as roupas coloridas, os penteados ousados e a atitude cool e descontraída eram parte integrante da cultura funk. Era uma música feita para a festa, para a dança e para a expressão da individualidade.


A Revolução do Funk Brasileiro

Das Favelas ao Mainstream


Enquanto nos EUA o funk se transformava e se misturava a outros gêneros, no Brasil, o gênero começou a se desenvolver de uma forma completamente diferente, inspirado, em parte, no Miami Bass e nos freestyles que chegavam por meio das caixas de som das equipes de som. O funk brasileiro, que conhecemos hoje, não é uma evolução direta do funk americano. Ele nasceu nas favelas do Rio de Janeiro na década de 80, mas se consolidou nos anos 90, com batidas eletrônicas simples e letras que narravam a vida e a realidade das comunidades.


A grande diferença, no entanto, reside na estrutura e na batida. Enquanto o funk americano valorizava a complexidade rítmica e as melodias cheias de groove, o funk brasileiro é construído em torno de uma batida repetitiva e hipnótica. O "Tamborzão", com sua batida característica, é o coração do gênero, servindo como base para as letras e a dança.


As letras do funk brasileiro também se diferenciam enormemente. Em vez da celebração do hedonismo e da individualidade, o funk carioca das décadas de 90 e 2000 falava sobre a vida na favela, o cotidiano, a violência, o amor e a festa. Hoje, o funk se diversificou em subgêneros como o funk ostentação, em São Paulo, que exalta o luxo, e o funk 150 BPM, que acelera o ritmo para a dança.


Comparação: Uma Jornada Diferente,

uma Mesma Essência


Apesar de não estarem diretamente conectados em sua história, há paralelos interessantes entre os dois estilos.


Tecnologia: Ambos os gêneros se apoiaram fortemente nas inovações tecnológicas de seus tempos. O funk americano abraçou os sintetizadores e as baterias eletrônicas dos anos 80, enquanto o funk brasileiro se desenvolveu a partir dos beats digitais e das batidas eletrônicas simplificadas, que eram acessíveis a jovens produtores nas periferias.

Identidade: O funk americano dos anos 80 era uma celebração da individualidade e do estilo pessoal. O funk brasileiro, em seu início, era a voz da periferia, dando visibilidade a uma realidade social e cultural que, muitas vezes, era ignorada.

A Dança: A dança é um elemento central em ambos. No funk americano, era uma dança mais estilizada, misturando locking, popping e outros passos. Já no funk brasileiro, a dança é mais sensual e livre, evoluindo de movimentos coletivos nos bailes para coreografias viralizadas na internet.


Em essência, ambos os gêneros são um reflexo de suas culturas e de suas épocas. O funk americano dos anos 80 é a trilha sonora de uma década de excessos e de experimentação sonora, enquanto o funk brasileiro é a batida que ecoa as vozes e os anseios de uma geração de jovens das periferias, conquistando o mundo com sua energia e ritmo inconfundíveis.


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